sábado, 25 de janeiro de 2025

12 / Carlota de Barros (Cabo Verde), "A rosa amarela"


A rosa amarela


A rosa amarela

Coroando-se de alegria

Nas manhãs de sol

Abre-se ao seu ardor


Um jovem caminhava

Solitarário ardendo de amor

Ao encontro da manhã.

De repente vê a rosa

Bela... aberta ao sol.

Fulgor de florir


Debruça-se e colhe-a.

Apelo da rosa amarela

Fremente de doçura

O jovem segura a rosa 

Mãos inocentes e alegres


E segue o seu caminho

A rosa apaixonadamente sua

E o jovem cantava

Acariciando a rosa

No ardor da manhã 


Seu coração arde  

A manhã brilha

À luz do sol

A rosa a luzir nas mãos do jovem.


Que direi mais da doçura

Do fulgor da rosa amarela

Antes que o jovem

Dela faça música?


Jovem e rosa descem 

Lentamente a colina

Falo agora de carícia

Ou só de memória de beijos?


Memória de beijos

O jovem desce a colina

Com sua rosa amarela.

Vai ao encontro do amor


Falo ainda da rosa amarela

Do jovem  de beijos  de ardor

De alguém que aguardava 

Apaixonadamente uma carícia

De seu amor sem saber 

Da doçura da rosa amarela 


Falo da memória de beijos

Da carícia da rosa amarela

Do ardor do jovem feliz

Da rosa amarela   agora 

Apaixonadamente música

Nas mãos de quem 

Aguardava o seu amor...



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