AMIN FARAHAVAR
(poeta iraniano)
Não podem enforcar versos,
não têm pescoço. Enforcam os poetas.
Esmeram-se com a escolha da corda,
com a madeira do patíbulo - é um tacto
de delicadeza amoral.
Ser vendedor de fruta e com idade
com que os gregos aprendiam filosofia
é subversivo.
Os Guardas do Islamismo receiam
que se espalhem granadas de versos.
Puxa-se a espoleta e há poesia.
Os versos são estilhaços.

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